Telhado Verde SESC Birigui: contra ilhas de calor, ilhas de revegetação.

Neste final de semana comemoramos a inauguração da nossa 2ª colaboração com o SESC – desta vez mais no interior de São Paulo – o SESC Birigui foi literalmente desenhado para contrapor um dos maiores vilões da urbanização: as ilhas de calor.

Telhado verde cultivado sobre as lajes do novo SESC Birigui – 2.227m2 de vegetação viva, que armazenam água da chuva – ao invés de 2.227m2 de lajes secas, áridas e impermeáveis.

Birigui fica na região noroeste do estado e é caracterizada por um clima quente, com grande incidência de veranicos (dias consecutivos sem chuva) – para se ter uma idéia, durante o mês de agosto a chance de 31 dias consecutivos (ou mais) sem chuva chega a 39% (Fonte: Agritempo). Por esse motivo, os efeitos das altas temperaturas e do clima seco de inverno – com todas suas implicações para a saúde e bem estar público – são potencializados  pelas altas taxas de impermeabilização do solo. A instalação deste modelo de urbanização em Birigui é um laboratório para outras cidades em condições bastante semelhantes no país.

O que era floresta, cerrado, capoeira ou mesmo pasto, agora é rua, calçada e telhado. Muito telhado. Ninguém dá muita atenção para eles, mas acredite: eles são os responsáveis por alguns dos maiores problemas urbanos: criam enxurradas, concentram calor e acumulam poeiras – enquanto o calor nas calçadas e ruas pode ser amenizado com arborização e praças, os telhados ficam esquecidos – simplesmente porque não são vistos. Mas não é porque você não vê, que eles não existam.

Contra ilhas de calor, ilhas de revegetação.

A nova unidade do SESC inaugurada neste final de semana é uma visão do que pode ser feito para se amenizar a urbanização. Praticamente todos os cantos da imensa cobertura do edifício foram cobertos com um sistema que permite o cultivo de plantas vivas, naturais – mesmo nas condições mais extremas do clima urbano: uma laje atinge facilmente mais de 70ºC durante ao longo de uma tarde de verão. Um verdadeiro jardim suspenso, desconectado do solo, que proteje 2.227m2 de laje da incidência dos raios solares, evitando que o calor seja absorvido e transmitido para a edificação.

  • Inauguração: 25/11/2017
  • Arquitetura: Teúba Arquitetura e Urbanismo (Christina de Castro Mello e Rita Vaz)
  • Paisagismo: Rodolfo Geiser
  • Área Construída: 7.586m2
  • Área de Telhado Verde Cultivado: 2.227m2
  • Sistema Modular Cidade Jardim
  • Instalação do Telhado Verde: Verdeplan Paisagismo

Apesar do conforto térmico ser um dos principais impactos buscados pelo telhado verde, ele também atuará em outras frentes para ajudar a equilibrar o ecossistema urbano – o sistema de cultivo do telhado verde tem a capacidade para armazenar até 122.485 litros de água durante um evento de chuva, causando o atraso da enxurrada dos telhados e evitando que esse volume entre em conflito com o escoamento da água das ruas e calçadas. Sem o telhado verde, toda essa água chegaria ao solo simultaneamente, potencializando a incidência de enchentes.

Para você conhecer um pouco mais sobre este novo jardim de impacto, selecionamos algumas imagens de divulgação do próprio SESC durante o plantio e após o cultivo. Confira! Visite! Divulgue!!

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