Onde as árvores não podem chegar

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Tenho acompanhado o debate em torno dos jardins verticais da 23 de maio com uma certa preocupação: a discussão perde o foco. Deriva para o embate sobre uso do dinheiro público. Ok, isso deve ser discutido e mais: nenhuma árvore a menos! Agora, demonizar a iniciativa de levar vegetação àquele ponto específico da cidade – por mais que haja o custo (ou investimento) para manutenção, é um exagero. Porque, afinal, qual é a proposta?  O que podemos fazer onde as árvores não podem chegar?

Se é sustentável ou não, o tempo dirá, pois é com o acúmulo de benefícios e serviços ambientais que o investimento se pagará – então aí sim pode-se fazer essa contabilidade ambiental  para demonstrar se o saldo é negativo ou positivo. Mas para aquele ponto da cidade, o impacto deve ser imediato.

Jardins verticais e telhados verdes são técnicas diferentes, com impactos diferentes – mas que se destinam ao mesmo objetivo de levar os benefícios da vegetação a áreas impermeabilizadas.

Durante a preparação das minhas aulas para a semana dos telhados verdes, encontrei um artigo na folha de são paulo que mostrava os índices alarmantes de impermeabilização justamente nas regiões que registram os maiores índices de chuva e inundação: Itaim Paulista e Vila Curuçá apresentam uma das maiores “taxas de concreto”: entre 65% e 75% da área é impermeabilizada. São Miguel Paulista, onde fica o Jardim Pantanal, símbolo dos alagamentos cidade, é ainda mais impermeável (entre 75% e 84%) e também está entre as cinco onde mais choveu. Segundo o levantamento da USP, o distrito do Brás é o campeão de impermeabilização: 84,3% é formado por concreto.

Por isso nós aqui do Instituto Cidade Jardim acreditamos nos telhados verdes como ferramenta para mitigação de problemas deste tipo de magnitude. Sabemos das barreiras culturais e de custos, e por isso além de instalar telhados verdes, trabalhamos para a divulgação de normas, referências, boas práticas – tudo o que se deve saber para criar mais telhados verdes – especialmente em regiões chave da cidade, como ilhas de calor, topos de morro e calhas dos rios – de qualquer cidade que enfrente problemas ambientais como este.

Quer aprender com a gente? Confira nosso Curso Introdução aos Telhados Verdes + LABORATÓRIO CIDADE JARDIM.

  • MÓDULO 1: PREPARAÇÃO DA INFRAESTRUTURA BASE – 8 aulas com os fundamentos, normas e recomendações para construção de qualquer telhado verde
  • MÓDULO 2: ESCOLHA DOS MATERIAIS ADEQUADOS PARA CADA CAMADA – 5 aulas com especificações de materiais, normas de referência e cálculos para quantificação
  • MÓDULO 3: TÉCNICAS PARA EXECUÇÃO E MANUTENÇÃO – 7 aulas com instruções detalhadas para executar e manter seu telhado verde em qualquer tipo de obra

7 horas de aulas técnicas gravadas (aulas de 10 a 50 min) + 1 dia de evento presencial em nossa sede em Itu/SP (o deslocamento até aqui não está incluído). O curso inclui ainda as seguintes aulas bônus:

  • Paisagismo Ecológico com Toni Backes (Toni Backes Paisagismo e Perau do Encanto)
  • Telhados Verdes Intensivos com Marcelus Oliveira (Telhado Vivo – Telhados Verdes)
  • As Estratégias de Sustentabilidade para Alcançar o LEED v4 (novo módulo completo**) com Vitor Tosetto (LarVerdeLar)

As inscrições se encerram na próxima segunda-feira – inscreva-se agora: http://telhadoverdetransforma.com.br/cursointroducao

 

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